"Até hoje sou programadora porque amo a minha profissão" - Marlene Santos

terça, 15 setembro 2020 11:16

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Sabias que as mulheres foram as primeiras engenheiras de software? Pois é, em 1843, Ada  Lovelace foi a primeira pessoa a desenvolver um algoritmo computacional da história. Embora a área seja atualmente dominada por rostos masculinos, as mulheres tiveram e ainda têm um papel preponderante na evolução tecnológica.

Neste dia alusivo ao programador, trouxemos também as palavras de uma colaboradora de mais de 15 anos de experiência na área. Marlene da Graça Santos Delgado, é natural da ilha de São Vicente e formada em Engenharia Informática, ramo Computador e Sistemas pelo Instituto Superior de Engenharia do Porto. Durante anos tem sido um dos rostos feminino da programação na instituição. O seu primeiro contato com a área, segundo relata, foi quando regressou de Portugal e começou a trabalhar no NOSi, em janeiro de 2005, desempenhando a função de programadora no então Departamento de Desenvolvimento de Software.

Mas, desde 2014 que desempenha uma nova função, a de Analista de Sistemas no agora Departamento de Projetos Inovação de Negócio.

Quando surgiu esta paixão por programação?

Quando iniciou a formação superior em 1998, não tinha a mínima ideia do que estava envolvido no curso, pois nessa altura não tinha nenhum conhecimento de informática nem mesmo na ótica de utilizador. Chegando na universidade em novembro de 1998, estava quase no final do 1º trimestre. Como deve imaginar, programação para era como uma língua estranha, sentia, como se costuma dizer, “um peixe fora da água”. Pensei diversas vezes em desistir por causa de dificuldades financeira e de aprendizagem, mas empenhei-me ao máximo que pude para ultrapassar as dificuldades. O curso foi muito intensivo a nível de trabalhos práticos e programação era a base de tudo. Era ainda mais difícil ter rendimento porque durante anos não tive computador, dependia dos colegas. Mesmo assim com muito esforço passei a gostar da programação, e hoje sou uma vencedora.

Como é ser uma mulher programadora?

Sempre tentei encarar a minha profissão assim como outra profissão qualquer. Mas reconheço que nem sempre é fácil acompanhar as mudanças que vão ocorrendo nesta área. No NOSi temos muitos desafios e acabamos por acompanhar os avanços mesmo que seja apenas por alto. Quando se tem família e outros compromissos muitas vezes acabamos por ficar desatualizados.

A nível mundial, a área evolui muito?

Programação está sempre em constante evolução. Cada dia aparece tecnologias novas e formas de desenvolvimento diferentes e no NOSi temos projetos cada vez mais ousados que exigem trabalhar com novas formas de programação e tecnologias.

Como avalia a área em Cabo Verde e que papel poderá desempenhar o NOSi neste contexto?

Eu tenho aprendido muita coisa no NOSi desde que sou colaboradora. Trabalhei com muitas pessoas com mais experiência e outras com menos, mas sempre com o espírito de aprendizagem. Até ainda estou sempre a aprender. Aqui temos muitas oportunidades para crescer a nível de experiência e assim ajudar no crescimento e desenvolvimento tecnológico no país.

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