PM preside acto oficial de entrega dos direitos de utilização da frequência 4G às operadoras vencedoras do concurso

quarta, 18 setembro 2019 14:31

O primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, presidiu na manhã desta quarta-feira, 18 de setembro,  o acto oficial de entrega dos direitos de utilização da frequência 4G às operadoras vencedoras do concurso, CV Móvel e Unitel T+, pela Agência Reguladora Multissectorial da Economia (ARME). Disse hoje que Cabo Verde precisa conectar com o mundo de uma forma “muito eficiente e competitiva”, salientando que as reformas em curso podem colocar o país em “posição vantajosa”. 

“A introdução da 4G, alta velocidade da Internet, é uma expectativa de há algum tempo e concretiza-se a partir de hoje”, garantiu Ulisses Correia e Silva, para quem esta iniciativa é uma “componente importante” da reforma para dotar o país de uma economia digital competitiva, possibilitando “alavancar o crescimento económico” e aumento do emprego no país.

Conforme avançou, Cabo Verde tem potencial para isso, uma vez que esta é uma área que não depende dos condicionalismos naturais, mas sim das infra-estruturas, talentos, competências, qualificações e  “uma boa regulamentação do mercado”.

“Enquanto país arquipelágico, a conectividade é uma questão de sobrevivência. Conectamos através dos transportes, telecomunicações e precisamos ligar com o mundo de uma forma muito eficiente”, reconheceu.

Nesta óptica, o primeiro-ministro lembrou que Cabo Verde é o quinto país mais bem posicionado em África no ‘e-government’, reforçando que o  arquipélago está perto da média mundial, mas que “a ambição é ser o número um”.

“Temos condições e aspiração de o conseguir, não por questão dos rankings, mas porque tem que ser uma aposta decisiva”, garantiu o chefe do Governo.

No que se refere ao desenvolvimento das telecomunicações, o primeiro-ministro anunciou que em 2020 farão a separação funcional dos negócios da Cabo Verde Telecom, altura em que termina o contracto de concessão.

“Nós queremos que o mercado seja competitivo e bem regulado”, enfatizou, notificando que é neste ponto que o Estado exerce o seu papel de criar soluções de equilíbrio entre o mercado e utilizadores, para que haja “boas condições do desenvolvimento dos negócios”.

Assim como o turismo é o “sector importante” da economia cabo-verdiana, avançou Correia e Silva a economia digital é um dos sectores de “elevado potencial de crescimento e desenvolvimento” em Cabo Verde e África.

As tecnologias, precisou, possuem vantagens na eficiência da governação, bastando para tal, sustentou, comparar a Administração Pública dos anos oitenta com a dos dias de hoje.

“Há uma diferença enorme provocada pelas tecnologias de informação e comunicação, desde a disponibilidade de informação entre os diversos serviços à conectividade de programas importantes para gestão da administração”, indicou o primeiro-ministro, concluindo que houve “mudanças em todas as áreas”.

Anunciou que o Governo está a trabalhar num “ecossistema favorável” à inovação e ao acesso e aplicação das tecnologias em prol do desenvolvimento do país.

 
 
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