Cabo Verde precisa de instituições qualificadas para poder crescer - ministro das Finanças

terça, 31 janeiro 2017 09:51

O ministro das Finanças defendeu nesta Segunda-feira, 30, que Cabo Verde, para crescer, deve contar com instituições “perenes, sólidas e qualificadas” e que cabe aos cabo-verdianos, num quadro de uma “total abertura ao mundo”, construir uma visão conjunta do desenvolvimento.

Olavo Correia fez estas declarações no acto da abertura de um workshop intitulado “Aplicação do “Foresight” no planeamento sustentável de Cabo Verde”, que decorre até sexta-feira, 03, na Cidade da Praia, e conta com a participação de técnicos de diversos departamentos governamentais, universidades, câmaras municipais e representantes das ONG (Organizações Não Governamentais).

“Só será possível avançarmos neste mundo incerto e instável se tivermos uma visão conjunta em relação ao nosso futuro”, indicou o ministro, acrescentando que cada cabo-verdiano é chamado a dar o “máximo de si” para que se possa construir uma “visão conjunta de desenvolvimento”.

Para Olavo Correia, o mais importante do processo de desenvolvimento do país é a metodologia, que, de acordo com as suas palavras, constitui o caminho que se está a definir para lá se chegar.

Este caminho, prosseguiu, tem de ser de “participação”, de total abertura e de “engajamento de todos”, para que o resultado final “seja de todos e apropriado por todos”.

Afirmou, por outro lado, que uma das “grandes críticas” feitas  em relação ao último documento de estratégia do país foi no sentido de que todos falavam do documento, “mas poucos o conheciam”, porque não houve uma “apropriação” da própria visão.

“Temos que conseguir no final deste processo ter uma visão completamente partilhada em relação ao nosso futuro colectivo”, precisou o governante.

Na perspectiva do Olavo Correia, Cabo Verde tem que ter uma “capacidade de antecipação” e, para tal, deve contar com instituições qualificadas e capazes de olhar para o que está a acontecer no mundo, com vista a fazer o país a posicionar-se, em cada momento, num “patamar de competitividade e qualificação”.

“Isso obriga que tenhamos recursos humanos qualificados e instituições de excelência ao nível da administração pública”, realçou, para depois sublinhar ser “essencial” que o arquipélago disponha de instituições “perenes, sólidas e qualificadas” a fim de continuar a crescer e estar à altura de competir à escala regional e global.

“Precisamos de um sistema de planeamento que seja resiliente e que leve em conta as condições do nosso país”, frisou, lembrando que Cabo Verde é um pequeno Estado “arquipelágico, insular, diasporizado e localizado no atlântico médio”, uma zona de confluência de tráfego e de transporte de mercadorias e também de pessoas, apresentando alguns desafios em relação não só ao futuro de Cabo Verde, como também do mundo.

Por sua vez, a representante do Sistema das Nações Unidas, Ulrika Richardson-Golinski, entende que as “complexidades e incertezas”, juntamente com a crescente demanda por um envolvimento significativo dos cidadãos, constituem “profundos desafios” para os governos e para a administração pública como um todo.

Fonte: Inforpress/Fim

 

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